
Projeto marca uma virada pessoal e musical de Marilia Zangrandi, que transforma experiências intensas de vida em um som que mistura rock, metal e fortes camadas emocionais
A artista Marilia Zangrandi inicia uma nova etapa de sua trajetória musical com o projeto Eudoxia, uma proposta que nasce de um período profundo de transformação pessoal e artística. Em entrevista ao Papo Metal, a musicista fala sobre o significado do novo nome, as influências que moldaram sua identidade sonora e os próximos passos dessa fase que une intensidade, sensibilidade e liberdade criativa.
Segundo ela, o surgimento de Eudoxia está diretamente ligado a um processo de autoconhecimento e renovação.
Entrevista – Eudoxia
Papo Metal: Você começou recentemente uma nova fase artística como Eudoxia. O que esse novo nome representa para você e como ele reflete sua evolução musical?
Eudoxia: Eu tenho que tomar cuidado para não responder essa pergunta como uma sessão de terapia (risos). Nos últimos anos passei por um processo pessoal muito intenso. De um lado, enfrentei uma depressão, muita ansiedade e fases difíceis; por outro, também vivi conquistas importantes para mim.Tudo isso me levou a um novo olhar sobre mim mesma, a encerrar ciclos e deixar algumas coisas para trás. Comecei a resgatar minha própria história e isso mudou a forma como me enxergo. Naturalmente, uma nova identidade começou a surgir.
O nome Eudoxia apareceu de forma muito insistente, até que eu percebi que não dava para ignorar. Ele também dialoga com uma necessidade antiga que eu sempre senti ao longo da minha trajetória, atuando em diferentes projetos, estilos e formatos.
Sempre tive essa inquietação artística, e Eudoxia acabou se tornando a síntese de tudo o que sou hoje, artisticamente e pessoalmente.

Papo Metal: Como você descreveria o som do Eudoxia para quem ainda não conhece seu trabalho?
Eudoxia: Costumo dizer que o som do Eudoxia é uma mistura de referências do rock e do metal, mas com uma abordagem muito pessoal. Gosto de trabalhar bastante com atmosferas, contrastes e emoção.
Existe uma influência clara do metal, do rock alternativo e também de outras vertentes musicais que acabam surgindo naturalmente durante o processo criativo. Não é algo que eu tente forçar; simplesmente acontece.
A ideia é que a música seja intensa, mas também sensível. Eu gosto de explorar tanto a força quanto a vulnerabilidade nas composições.
Papo Metal: Quais foram as principais influências musicais que moldaram sua identidade artística?
Eudoxia: Tive muitas influências ao longo da vida. Cresci ouvindo rock e metal, mas também escutei muitos outros estilos musicais. Sempre me marcaram artistas que conseguem transmitir emoção de forma verdadeira.
Bandas e artistas do metal e do rock alternativo tiveram um impacto grande na minha formação musical, mas elementos de fora desse universo também acabam influenciando bastante a forma como componho.

Papo Metal: Como funciona o seu processo de composição?
Eudoxia:O processo varia bastante. Às vezes começa com uma melodia, outras vezes com uma letra ou até com uma atmosfera que quero explorar.
Gosto de deixar o processo fluir de maneira natural. Muitas músicas nascem de sentimentos ou reflexões muito pessoais, e a composição acaba sendo uma forma de organizar e transformar essas emoções em algo artístico.
Papo Metal: O que o público pode esperar dos próximos passos do projeto Eudoxia?
Eudoxia:A ideia é continuar desenvolvendo o projeto, lançando novas músicas e expandindo cada vez mais esse universo artístico.
Também tenho muita vontade de levar o projeto para o palco e criar uma experiência ao vivo que seja tão intensa quanto as gravações.
Estou muito animada com o que vem pela frente, porque sinto que ainda tenho muito a explorar com o Eudoxia.
Fotos: Marcos Trojan
Entrevista Isabele Miranda